A Origem do Jogo de Tarot


O Tarot reapareceu na Europa no século XIV, trazido pelos Ciganos, que o teriam encontrado na Pérsia, levando-o para todo o continente europeu.


Na Alemanha, Inglaterra e França durante o domínio feudal, o Tarot era um dos meios mais rápidos e seguros de se conhecer o destino, e os nobres o usavam até para preverem os resultados de batalhas.


Porém, no século XVI o Tarot foi banido pela Igreja Católica por ser considerado "obra de Satanás", mas no século XVIII voltou a ter o sentido divinatório, através das pesquisas de Gebelin, que constatou que suas cartas vinham realmente do Egito. Para ele a palavra "TAROT" vem do antigo idioma egípcio, onde TAR = caminho, rota e RHO = rei, real. Significa então "caminho real" ou "caminho verdadeiro".


Antoine dizia também que os ciganos, os primeiros a utilizar o Tarot para uso divinatório, eram descendentes dos antigos egípcios, e ele se tornou mais popular em 1910, a partir da publicação de alguns livros sobre o assunto.


Desde então foram criados vários tipos de baralhos, uns tradicionais e outros vastamente diferentes, mas todos para uso divinatório e inspirativo.


Nos séculos XVIII e XIX devido a repressão da Igreja, as cartas foram relegadas ao esquecimento e já não eram acessíveis ao público. Devido a isso, as cartas começaram a ser alteradas de acordo com as crenças daqueles que detinham o poder. Dessa forma, as cartas que hoje conhecemos, são influenciadas por tudo: do pensamento cabalístico, as lendas da Távola Redonda, das práticas de Magia até mesmo ao simbolismo Rosa-cruz.


Durante o longo período que o Tarot percorreu até hoje, muitos sábios iniciados tentaram traduzi-lo, adaptando-o a sua região e filosofia, daí os diversos nomes de Tarôs, como Marselha, Russo, Medieval, das Bruxas, Mitológico, etc, que homenageiam a região de nascimento de seus criadores.


Estudiosos como o francês Alliete e Eliphas Levi, conhecido como Papus, aprofundaram os estudos das laminas juntamente com a Cabala e sua ligação com as letras hebraicas, e ampliaram o significado esotérico do jogo.


O jogo de tarot como oráculo


Todo o significado e sabedoria do Tarot está representado em um baralho de 78 lâminas (ou cartas), as quais se dividem em dois grupos: 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores. A palavra arcano significa "segredo, mistério", e se refere ao grande mistério da vida. As imagens e símbolos dos arcanos são "lidos" pelo tarólogo que, através da interpretação chega as revelações e mensagens que são passadas ao consulente.


Os 56 arcanos menores são subdivididos em 4 naipes: ouros, copas, paus e espadas. Cada naipe possui 10 arcanos numerados e 4 arcanos com figuras da realeza (Rei, Rainha, Cavaleiro e Valete).


Os arcanos maiores são as principais cartas do Tarot, que funcionam como um guia que mostra a direção, aconselhando, orientando ou alertando o consulente. Suas cartas não expressam fatos concretos e predestinados, mas captam o momento, mostrando influências e oportunidades que só se concretizarão efetivamente se forem compreendidos e trabalhados. O simples conhecimento dos valores das cartas não é suficiente, pois o conhecimento sem a intuição é como um corpo sem alma. O Tarot possui características e elementos cuja compreensão depende de aprofundados estudos e desenvolvimento da intuição para que seja possível compreender seus mistérios e significados.


Talvez, a verdadeira origem do Tarot continue sendo um grande mistério, o que importa realmente é o seu extraordinário poder de orientação psicológica e espiritual, nos ajudando com o autoconhecimento e melhor compreensão dos outros, no amor, no trabalho e na família. O Tarot nos indica os caminhos que podemos seguir ou não, sempre de acordo com a nossa vontade. Temos o livre arbítrio, somos responsáveis pelas nossas decisões, e jamais devemos nos esquecer que para cada um de nossos atos existe uma conseqüência, e que contra fatos reais não existem argumentos.